
Quem sabe um dia eu descubra,
Que o lado oposto de mim mesma...
Não tem mais alegorias de saudades.
E paro..Pra procurar...
O ponto certo da partida!
Esquecer os fragmentos de dor; de paixão,
De atos consentidos... Permitidos.
Sem calar meus pensamentos...
Divago...
Pro lado escuro das minhas incertezas,
Que são como pontas de alfinetes!
O sol que rasga minha janela,
Acolhe as dúvidas...
Como ternura antiga.
Mas minha memória tem alma,
Que se mistura a esperança...
Misturando à poeira da estrada.
Eu distraída olhava as estrelas...
Enquanto o vento,
Tentava desnudar minh’alma.
Hoje minhas incertezas são mazelas,
Que deixo do lado de fora da porta...
Para perder-se no escuro da noite!
Ângela Maria 01/05/09


