terça-feira, 24 de novembro de 2015

Vestida de nada...



Anoite...
Chegou de mansinho...
Enxugou minhas lágrimas,
E eu fiquei quieta.
Quieta como o silencio.
A tristeza chegou de repente,
 Sorrindo para mim.
A saudade abraçou-me tão forte,
Justo quando meu coração,
Navegava num mar de calmaria.
Sentindo que os obstáculos eram superados,
Eu me  atrapalhei nos meus próprios passos!
Falava pra mim mesma,o quanto eu amava o teu sorriso.
Eu...
Vestida de nada...
Sem cetim ou rendas,
Apenas de lembranças e de recordações.
Hoje...
Tudo faz diferença,
Nas memórias doces ou amargas,
Que o tempo se encarrega de apagar.
Mas enquanto ainda persistir essa saudade...
Continuo a lembrar do teu sorriso,
Vestida de nada...
Somente de lembranças.
26/01/2015


O tempo...


É um ladrão que rouba lembranças,
Escondendo na caverna escura da mente,
Num recanto secreto da alma.
Onde nem o sopro do vento...Consegue alcançar.
Onde uma fulgaz magia se veste,
Com enebriantes suspiros.
Assim é o tempo...
Onde cada célula suplicante do corpo,
Reclama a distância de um beijo!
Ah! Tua alma em busca da minha,
Coberta com o véu do desejo!
O tempo...
Conduzido por um parceiro imaginário,
Tenta aplacar uma lágrima,
 Escondida num poço profundo...
Incobria a luz dos céus.
O tempo...
Misturou-se com as sombras...
Atiçando assim...
 Fogo negro de uma saudade!
Angela Maria  31/08/2015