segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Sob a luz de vela...

Por entre tecidos transparentes,

Nossas sombras bailam em gestos ternos.

Tremulam nas paredes nossas sombras,

Acompanhando nossos movimentos...

Em cores de um vermelho intenso!

Sombras tão caprichosas...

Que deixa ruborizada minha face.

Sob a luz da vela...

Que aquece nossas almas,

Que intensificam nossos olhares,

Numa beleza de chama sensual!

Nossas mãos que se procuram...

E dedos ‘a procura de gestos de carinhos.

Nossos desejos levitam sob um luar vermelho,

O mais belo de todos os luares!

Sob a luz de vela...

Nossas roupas levitam no ar...

Envolve meu corpo... Teu corpo,

Com calor de uma vela a encantar!

O vento... Soletrava cada murmúrio,

As estrelas choravam de emoção.

E cada lagrima...

Manchava os pergaminhos de esmeraldas!

Musica... Vinho... Boca...

Beijo... Línguas... Corpos...

Tudo era encantamento.

Sob a luz de vela...

Selei minha boca na tua,

No mais doce e demorado beijo!

By...Ângela Maria 27/09/07

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Enquanto você dormia...


Eu observava o silencio da noite.

Aprisionei o vento...

Fechei os olhos...

E pude escutar sua respiração,

Desenhava a esperança com os dedos!

Enquanto você dormia...

Dei-te todo o meu amor...

Proibindo-me de sentir saudade,

Fiquei ali... Embalando teu sono.

Fazendo diálogos imaginários!

Revirei minh’alma do avesso do avesso.

Costurei sonhos e inquietações,

Tropecei em ecos de risos.

Abandonei os trapos da covardia,

Com medo de perder os sentidos!

Porque enquanto você dormia...

Aproximo-me da cama silenciosamente,

Faço-te o mais doce dos carinhos...

E num gemido quase abafado...

Beijas meus lábios assim...

No mais doce e demorado beijo!

Lambuza a alma latente,

Beijos tatuados na pele.

Migrando para dentro do meu corpo...

Meus olhos piscam rapidamente,

Estremeço com o beijo no pescoço!

E completamos nosso ritual secreto,

O sono chegou de mansinho...

Eu fiquei ali... Olhando pra você,

Enquanto você dormia...

By Ângela Maria 21/09/07

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Ontem... Hoje... Amanhã


Ontem...

Caminhei na noite adormecida.

Como labirintos de solidão...

Confesso que me arrepiei.

Já perdoei, abracei e tentei!

Hoje...

Apago as pegadas da indiferença,

Que ficaram na areia.

Para deslizar no suave veludo da memória!

Meu amor esta em tacto, em meu coração.

Amanhã...

Quero ficar vinculada em cada poema escrito,

E fechar meus olhos...

Para banhar meu corpo...

E ter nos olhos...

O olhar mais bonito!

Aquecer meu corpo...

No sol de todas as manhãs!

Mesmo que a chuva tenha molhado meu rosto ontem,

O vento com certeza vira hoje...

Amanhã a lua certamente me fará sonhar!

Na lua de ontem...

Escrevi poesias definidas...

Hoje...

Já tenho meia-dúzia de versos escritos.

Nossos traços são definidos,

No vento que passa num compasso!

Amanhã...

Haverá sol em todas as janelas,

Amaremos o infinito...

E risos ecoando no deserto!

By Ângela Maria 23/08/7



sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Eu...

Os astros inquietos brincavam no céu.
As estrelas tentavam se esconder...
Por de trás da lua...
Que sorria das brincadeiras!
Eu... Com sapatos de luar...
Caminhava pela noite.
Não tinha sorriso nos lábios... Como a lua,
No corpo...
Respingos que gotejavam das folhas,
E molhavam meus cabelos!
Eu...
Vestida de um azul profundo,
Que misturava na noite fria.
No universo... O contraste...
Os astros corriam de lá pra cá felizes.
Eu...
Arrastando-me sobre a dor da humanidade!
Os pés num total abandono.
Cães uivando na noite,
Minha sombra ia sem direção alguma!
Podia tocar minh’alma com os dedos,
Meu coração violou todas as regras...
Não deixando o carrasco do silencio...
Se agregar ao meu corpo.
Arremessei minhas lagrimas...
Contra os reflexos do mundo!
Mas o vento... Por um instante cessou contrafeito,
Ah!...Depositei inconsciente...
Meu coração com o coração da lua!
E na noite intensa ando em busca de vagas crenças.
Nossos olhos misturaram-se na luz amena,
E nessa noite...
Fui réu confesso do meu amor!
By Angela Maria 09/08/07

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Silêncio...


Porque hoje mais que ontem,
Quero absorver em torvelinhos estonteante,
Tua respiração; tua boca e teu corpo.
Quero que percebas como raio de sol,
Porque sou o silêncio dos teus olhos.
Silêncio...Da nossa entrega,
Quando se deita e meu corpo se entrega!
Silêncio...Do teu sonho...E do meu nada.
Nas noites de lua quero teu silêncio,
Como espelho d’alma o silêncio que tua boca consciente!
Esse silêncio que me permite.
Cubro-me com manto elegante a cada instante,
Do jeito que a felicidade me abraça.
Com a química que nos envolve; pra que buscar inspiração?
Silêncio...Não fale nada; fique assim de olhos cerrados...
Porque tenho o mesmo beijo na boca,
Das vezes que te beijei!
Silêncio...Porque perdi o passo...
Porque tirei todas as vendas inúteis,
Porque me sentia sozinha; perdida e calada!
Hoje o silêncio é de quem fala...
O esplêndido jardim secreto; onde da porta do presente,
Escrevo em silêncio todas as palavras.
Que deixei tantas vezes escrita,
Como caixa de pandora que foi aberta...
E que chorou lágrimas de aço!
Angela Maria 03/08/07
by

Aceite o convite...

Para tecermos estrelas.
Sem temores; no brilho dos raios de sol,
Em raios multicolores!
Aceite o convite...
Para repousarmos nosso cansaço,
Nas areias finas; sob à lua da manhã.
Aceite o convite...
Para cobrir-te com letrinhas de palavras.
Para descortinar a magia,
Da força de todos os ventos!
Aceite o convite...
Para inserir todas as cores; de todas as flores,
Porque meus olhos servem de testemunho.
De plena consciência; na busca de todas certezas,
Com passos guiados pelos anjos.
Aceite o convite...Da oferenda que faço as águas,
Concebida ao supremo amor!
Que o vento, esse emissário,
Que desvia todas as rotas; quando chora de tristeza.
Aceite o convite...De um simples gesto,
Que caem como gotinhas de água no imenso mar.
O convite de um simples olhar...
De um simples beijo...
Porque hoje deixei a razão de lado,
Então...Ta esperando o que?
Aceite o convite...Do amor que te dou!

By Angela Maria 03/08/07

A boca fria da noite...


Que anda nas sombras,
Torna-se amargo e acuados os sonhos.
Tentamos calar nossos gritos,
Em rumos certos e incertos.
Na cumplicidade da noite beijei tua boca.
Tomei um porre de beijos...
Teci sonhos no linho das madrugadas.
No bàlsamo que eram teus beijos!
Na boca fria da noite...
Vencido o vento tocou minh`alma.
Nos teus olhos a ironia; nos meus o cansaço!
Levante;rasgue a cortina dos teus olhos,
De todas palavras lançada ao vento...
Sopra meu coração junto ao teu.
Vindo como avalanches; como sonhos solenes,
O frio vem com a noite...
Sangrando minha boca cansada!
Com palavras lançadas ao vento,
Li no livro das mágoas...
Em vendavais dispersos.
Os sonhos que aterrisam em convulsiva tristeza,
Oh! Doce alma de dor e sofrimento!
Caem dentro da boca fria da noite.
Demente de tanto amor; ocultando suas lágrimas.
Minh`alma princesa em desalento,
Se enfeita de musgo...
Atormentada...Presa a um rochedo!

By Angela Maria

No ventre da Terra....

Brotava a semente rasteiras no atrito das mãos.

O sol que aquece as entranhas,

Nos intervalos de saudades antecipadas.

Hoje... Caminham pelo asfalto,

Matando o silêncio verde...

Apunhalando o peito,

Secando o leite no seio!

A lagrima que hoje aduba a terra,

Mata a flor celeste!

Caminha a morte...

Antecipada pela mão dos homens,

Ceifando os sonhos nascidos da terra.

Escorre do ventre a dor,

Interrompendo a gestação do amor!

Terra... Chama-se vida,

Que chora em silêncio...

Derramando lagrimas oculta.

Que germina no ventre doloroso...

A dor do mundo!

Oh! Que doloroso pesar,

Ver o sangue das arvores escorrer...

Marcadas pelos machados,

Manchando a terra como sangue menstrual!

Caídas... Amarguradas e mortas,

Sem defesas... Deixando nossos tesouros...

Sem o beijo dos pássaros!

Deixando imensos espaços vazios...

Somos filhos do chão, de conchas e corais.

E quando a terra estremece...

Deixa escorrer salivas aquecidas, fumegantes.

E hoje...

Sofre com a ingratidão dos filhos.

Envergonhada... Ela chora...

Escondida entre o olhar das estrelas!

By Angela Maria 10/8/7


quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Se eu soubesse falar de amor...

Caminharia pelas veredas de outrora.
Nas mãos...Rubras rosas,
Um leve véu cobriria meu rosto.
As letras...
Sairiam por entre meus dedos,
Como a simplicidade dos meus gestos...
Formando lindas declarações.
Se eu soubesse falar de amor...
Fecharia meus olhos.
Apenas ouviria os passos macios do silêncio!
Não é necessário...
Ter um dia especial pra falar de amor.
Usaria em teias macias de sentimentos,
Para fazer amor entre os trigais.
Escreveria uma sonata,
A mais linda sonata de amor!
Se eu soubesse...
Que gritando o eco me responderia,
Seríamos cúmplices de uma linda história...
De um príncipe e da princesa,
Ou Romeu e sua Julieta!
Se eu soubesse falar de amor...
Arremeçaria meus sonhos contra teu peito!
E na cumplicidade das madrugadas,
Falaria eternas palavras de amor.
E pequenas estrelas seriam estilhaçadas,
Caberiam na palma da minha mão.
Quero zerar as horas...
Para que escrevas teus poemas no meu corpo!
Ah!...
Se eu soubesse falar de amor...

By Angela Maria

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Permita-me...

Buscar nos teus braços...
O meu refúgio.
Para que eu possa compartilhar...
A minha felicidade... Junto a tua!
Permita-me...
Ser um pedaço da lua,
Desenhar nuvens de algodão no teu peito...
Sequestrar até a tua sombra!
Permita-me...
Ser uma pintura eterna de tua alma,
Em vez de usar tinta...
Usar tuas palavras!
Permita-me...
Concordar; discordar.
Lembrar a você quem sou.
E nessa incansável busca...Alcançar-te.
Permita-me...
Entrelaçar os fios dos meus sentimentos,
Para você admirar minh`alma.
E poder falar do meu amor!
Ler...Teus poemas escritos,
Reescrevê-los tudo de novo.
Ah!...Permita sim...
Que eu seja teu alento...Nos dias tristes,
Que eu possa adormecer em jardins...
Impregnado de perfumes!
Que eu possa trançar perigosas palavras,
Para que os espinhos não te machuquem.
Permita-me...
Que eu deleite os meus olhos...Nos teus,
E minha boca continuar voraz; como sempre foi.
Meu corpo se contorcer em aspiral...
Para acolher tua cabeça no meu ventre!
Permita-me...
Descortinar teus sentidos,
Coloca-lo acima do nevoeiro...
E poder ama-lo sem medo!


By Angela Maria

Um rato...Que virou meu gato...


Não precisei de luvas pra te tocar.
Mesmo que sejam inquietas criaturas,
Transeuntes; chamados ratos de rua.
Porque rato é esperto; roem os vencidos!
Deslizam pelas sombras; forjando ninhos.

São tantos e multiplicados,
Que chegam a sonhar com pão fresquinho!
Só come queijo quando está aflito!
Ratos...Não reclamam; nem acusam,
Apenas observa...A lua aquecendo as sombras.

E a gata que pousou os olhos espertos no rato,
Não precisou de ratoeira.
No canto esquerdo da tela...
Olhos trincados; boca difusa...Boca confusa.
Num gesto atrevido...Saiu de baixo da cama,
Prendeu o rato no canto da boca!

Vivo e bem disposto; podendo ser um rato urbano,
Primeiro veio o gesto; depois se tornou palpável.
O pelo do rato e da gata... Eriçados.

E a gata?
Continua a lambiscar o rato.
Esse ratinho tão esperto...
Deixou-me um recado...
Que morte gloriosa...
Morrer na boca de uma gata! hic hic hic

Pra você meu rato lindo.
ByAngela Maria

Hoje acordei assim...

Sem rimas, propósitos ou idéias.
Tentei decifrar abstrata...
A dor que doía no peito.
Pousei rascunhos em gavetas,
Herdei silencio das palavras.
Hoje acordei assim...
Com aquela preguiça.
Fiquei absorvida em meus pensamentos.
Tentei sentir o vento...
Com as pontas dos dedos!
Tentei mudar o rumo de minh´alma,
Em fase iluminada... Em lua crescente!
Hoje acordei assim...
Com vontade de ouvir poesias,
Sussurradas ao meu ouvido.
Estirada na cama... Alheada ao mundo,
Até de mim mesma... Não abri as janelas,
Nem vi o brilho do sol.
Hoje acordei assim...
Convicta que mergulharia nos suspiros das estrelas,
Senti-me nostálgica...
Deixando até meu sorriso de lado!
Remexi pra lá... Pra cá...
Nem quis saber da brisa da manha...
Tocando meu rosto!
Hoje acordei assim...
Sem fantasia... Sem ficção.
Com saudades de ontem,
Atenta aos teus olhos...
Das cores do lençol pintadas ao avesso.
Ah!...Hoje acordei assim...
Com imensa saudade da tua boca!
Angela Maria

A fada de olhos azuis...


Que mora na floresta encantada,
Regando as flores com orvalho.
Brinca com borboletas que encantam,
Duendes colhendo jasmim...
Que perfumam a noite!
A fada de olhos azuis...
Ela chega quando almejo...A lua nova.
Tem nos dedos anel...
De folhas de ouro de primavera.
Condão de fadas...
Que brincam nas inspirações das tardes.
Sua essência mágica...
Cria cenários de sonhos,
Sepultando os pesadelos...No verde lago.
Lança seu pózinho encantado!
Brinca entre os livros das estantes,
Entra nos sonhos...Perde-se nos relicários!
Fica sentada...
Em almofadas mágica de harmonia.
Quando resolve voar...
Voa...Entre os segredos de amor!
Canta...Em doce canto,
E seu canto...Ecoa nos bosques...
Adormecendo a natureza.
Até os pássaros nos seus ninhos...
Suspiram de emoção.
Seu sorriso...São meus poemas,
Seu perfume chama-se...Saudade!
A fada de olhos azuis...
Briga contra os demônios,
Que quer arrebatar os sonhos...
E impedir de estar com quem eu amo!
Fadas; magos e anjos...
Abrigam nos seus braços...O manto do luar!
E no andar de baixo dos sonhos,
Moram as cinderelas...
Com seus sonhos e verdades afogados.
A fada de olhos azuis...
Brinca entre os relâmpagos;come sementes,
Dorme entre nuvens de algodão...
Só é encontrada na terra do nunca!
By Angela Maria

Por você...

Por você...
Transformei meus versos em aquarela.
Sem algemas; indiferente a todas as cores.
Transformei em alquimia todo o amor,
Invadindo teu celebro; teu coração!
Para quando chegar o instante da morte,
Uma outra metade de mim...
Entranhar em suas veias num amanha constante!
Por você...Deixei as portas entreabertas,
Sem precisar de chaves para abrir todas as portas!
E o murmurar que vem do rio...
Cai a chuva com seu estilo.
Por você...Nos confins das madrugadas,
Saciamos nossa fome; com mãos; corpos e bocas.
Rompendo todas as barreiras; apagando todas as luzes,
Tropeçando em estrelas...
Ignorando toda a solidão e toda tristeza!
Por você...Não falarei em partida nem em ausência,
Hoje a lua ilumina meu rumo.
E se queres sentir a felicidade de amar,
Deixe que seu corpo estenda-se sobre o meu.
Que sua boca toque a minha; teu hálito em minha nuca,
Por você...Enrosco-me no teu corpo como serpente.
Num perfumado abraço na relva macia,
Dou-te meu amor; embrulhado num papel de presente!
Por você... Minha boca liberta partículas...
De beijos de grande paixão.
Por você...Comungo idéias; cedo em harmonia,
Previno as malícias; num encontro perfeito...
Temos um encontro; nos lençóis amarrotados,
Nas curvas e nas trilhas do teu corpo...Eu...
Deliciosamente relaxo-me; na sensação de êxtase!
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By Angela Maria