segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Última gota...   
Bebi a última gota; do meu juízo. 
Gotas de anseios ardentes, 
Concentrei a essência... 
Para ser sugada a última gota de sangue. 
Numa vontade débil; sem medo,
 Com último suspiro adormecido... 
Nasce a última gota de desejo! 
Dos meus olhos... Extrai a essência do amor!
 Última gota...De vela pingando,
 Nas paredes brancas da memória... 
Em taça dourada, Gotas de medo...
Gotas das minhas lágrimas!
 Que crucificou a ausência de evidências.
 Última gota...De suor derramado, 
Como um cego...Fadado a olhar...
 A água que escorre pelo teu corpo,
 A última gota da transparência... 
Retidas no teu olhar! 
Salta...Pinga...Respinga... Essa gota que o chão alcançou.
 Bebo a última gota do teu cansaço,
 A rebeldia da lágrima... 
Que brotou no canto dos olhos.
 Os segredos desvendados do teu corpo,
 Bebo a última gota de saliva... Que tua boca me oferece. 
No teu corpo exitado... Corpo em tormento,
 Nossos momentos insanos... 
Bebo gotas que teu corpo me oferece,
 Como últimas gotas de orvalho!  
Angela Maria 2015

Troca de olhares...  
Em fugidios lampejos, Vem beijar minha boca...
 Ungir meu corpo... Prender nossas línguas em prisões, 
Quando tua língua invade minha boca... 
Sem correntes; e sem grilhões! 
Que só nossas bocas oferecem. 
Bebendo na fonte de todos os demônios.
 E nas linhas flutuante desse olhar, 
Olhar de tentação... Com segredos e revelações,
 Fazemos travessuras da nossa entrega! 
Esse é o segredo do olhar... Quando se se transforma em palavras.
 Porque a cada olhar, vai e volta o desejo,
 Cada olhar seu...Vislumbra a cor do meu íntimo!
 O olhar dourado do abismo... 
Conhece o gosto da palavra e do medo!
 Troca de olhares...Numa cumplicidade,
 No rugir das entranhas... Apanhada como armadilha!
 Olhar...Olhar...Olhar sempre... 
Porque teu olhar está presente,
 Na minha boca; no meu corpo...
 Como um furacão de um sonho! 
Angela Maria 2013

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Os versos que rasguei...
Rompi as amarras d'alma,
Tomei posse dos meus sentidos,
Quando meus versos rasguei.
Num sopro da razão...
As lembranças rodopiavam perante meus olhos.
O amor saltava de cada palavra escrita,
Como carícias do vento sobre as montanhas!
Corri atrás de nuvens da incerteza,
Abracei meu próprio corpo.
Salpiquei com pó de ouro,
Quando meus versos rasguei!
Joguei cada página rasgada...
No ventre negro da noite.
No rendilhado dos meus sonhos,
Misturei tudo com o entulho da minha memória.
Tropecei nas teias do destino,
Quando tentei tecer minha própria magia.
Em versos guardados em solidão!

Angela Maria   04/05/2016

terça-feira, 5 de abril de 2016

Quando fecho os olhos...
A montanha-russa de meus pensamentos,
Entra em movimento.
Ondas sombrias de desejos,
Rasga meus sonhos em versos.
E um perverso sedutor...
De olhos velados,
Fica a sombra de um sorriso,
Velando meu sono.
E as sensações umidece meu corpo.
Exitando meus sentidos!
Ah! quando fecho os olhos...
Você captura minha boca,
Com beijos libertinos...Possessivos.
Com carícias que fazem meu corpo...
 Desprovido arfar.
Estilhalançando-se em faíscas de luz.
Quando fecho os olhos...
Fico coletando lembranças,
Com imagens sedutoras...
 Rodopiando pela minha mente.
E o medo de acordar na escuridão,
Vem o pânico e crava suas garras,
E com toda indiferença... 
Vem assombrar meus sentidos!
Angela Maria 05/04/2016

quinta-feira, 17 de março de 2016

Raio X...   
Vai do meu peito ao meu regaço,
 Nos afazeres dos meus sonhos... 
A língua como artefato!
 Corpo explícito; encontros com as estrelas. 
Descobri na tua pele...Um pedaço de mim!
 Como raio ultravioleta... 
Que trafegam sobre nossos corpos. 
Deslizando nas minhas poesias!
 Num universo radiativo; na troca de galanteios, 
Nas chapas de raios-X dos amantes!
 Verdadeiro manifesto da estética, 
Na tangente negativa do ciúme... 
Calcula-se que os raios incandescentes,
 Que passa pela matriz do amor, 
Como raios-X na flor da pele!
 E como resultado de um exame de raios-X, 
Vou dormir em ritos mágicos..
. Como um filme branco e preto. 
E borboletas multicores pousavam no meu corpo,
 Trançando raízes no peito como enfarto!
 E na pele eriçada; roçam palavras entre palavras,
 Numa sensação que sobe pelos pés...
 Espalhando-se pela cama; entrando pelos ouvidos,
 Arrepiando toda a epiderme.
 Estilhaçando vitrais; nas simetrias das figuras. 
Nas câmaras o olhar de raios-X das imagens ampliadas! 
Angela Maria 2013
Mãos...   

Que tocam meu rosto; minha pele. 
Com sentido de vida; entrego-te meu corpo,
 No alvorecer de todos os perfumes... 
De noites estreladas na órbita do mundo! 
Mãos...Que me desperta com carinho, 
De abismos profundo...Mãos submissas.
 Que ficam á deriva no meu corpo,
 No mar do meu destino...
 Sem rota certa; que esmiúça meu coração.
 Que toca pedaços de minh’alma, 
Que não deixa vestígio de desilusão! 
Que guarda meus beijos na ponta dos dedos. 
Que perseguem a jornada do meu corpo, 
Para guardar na memória os sentidos.
Que alçam vôo na calmaria das tempestades.
 Mãos...Que aninham meus sonhos,
 Na magia das cirandas; abraçando a primavera.
 Que aquece puras mágoas,
 Em versos tristes; que arrebata em ciúmes. 
Mãos...Que deixam brotar nas madrugadas...
 A vigília da tua espera; no silêncio da noite.
 As primeiras carícias; no silêncio de paz.
 Ah! Suas mãos... Instrumentos a mais; para me conquistar,
 Hoje...Tenho o rosto entre tuas mãos; vejo-me submersa...
 Na boca...Sem grito...Nos sonhos...Meus fantasmas,
 No meu corpo...Teu cheiro... 
Nas tuas mãos...Meu corpo! 
Angela Maria 2013
Perfídia...   

Tirei todas as roupas das gavetas, 
Nas roupas o cheiro do pecado!
 Sentindo o gosto da vergonha, 
Lambuzei-me de orvalho de todos os egoísmos. 
Traí meus sentimentos. 
Afoguei todas perfídias num copo cheio de dor! 
Encobri abismos de hipocrisia,
 Vaguei pelo mundo das maledicências. 
No mundo de cortesia; sucumbi ao êxtase do amor! 
Lapidei palavras que nem dissestes, 
Conheci teus gritos abafados; horas desperdiçadas, 
Tuas tramas... Mentiras...Tua melancolia. 
Teu caminhar em saltos altos.
 Na sombra tu caminhas com passos largos,
 Machucando corações desapercebidos. 
Quarenta graus sobre o asfalto! 
Teu beijo...Tem gosto de fel. 
Escondida no manto de um juramento,
 Perfídia...De todas as palavras,
 Lágrimas de mentiras que são derramadas. 
Mulher bonita...Perfumada...Astuta, 
Que definha toda a esperança! 
Mãos ardilosas com lágrimas insanas. 
Confessa falsos amores; atende por senhora,
 Lança a pena sóbria; fantasiada com adornos.
 Vestida sempre com altivez... 
Num simples contraste ao fino caráter, 
Não resistindo ao próprio impulso da paixão! 
Angela Maria 2015

quarta-feira, 16 de março de 2016

Ai que preguiça...
Abro...Fecho os olhos...
 A lentidão nem me deixa comer. 
Arrasto minha preguiça... 
Fiando fios ao luar! 
Sou forçado a fazer um bocejo...
 Quando ouço a barriga roncar!
 Sou preguiçoso como uma segunda-feira,
 Adoro rodear pernas, 
Ver o amor nos olhos de quem vê uma tela. 
Quando consigo acordar, sou ginástico, 
Sou polícia secreta dos quartos! 
Orgulhoso como só eu mesmo, 
Não ando em bando...Ando sempre sozinho.
 Não tenho a lua...Nem a flor, 
Mas sou chegado um cafuné; com muito amor! 
Sou preguiçoso sim...Não nego,
 Muitas vezes sinto tédio, 
Por isso sou firme e sutil... Quando a preguiça bate... 
Volto pra rede dormir!
 Meu sonho de gato... 
Andar nos telhados eróticos da vizinhança. 
Quando tem criança por perto...
 Roubam-me as chaves do sossego! 
Fecho meus olhos; cor de ouro, 
Gosto de ser gato... Porque exerço fascínio nas pessoas,
 E digo mais...Não tenho pulgas não... 
Sou cínico sim; mais sou limpinho.
 Meus passos são silenciosos, 
Já fui considerado animal sagrado. 
Hoje...Sou gato caseiro; preguiçoso, 
Quero achar uma lady gata...E ser amado! 
Agora já chega...Já viram meu perfil,
 Estou sentindo uma sonolência... 
Ah! Ia me esquecendo...
Eu me chamo Lusbel. 
Agora podem balançar a rede, por favor? 
Angela Maria 2014

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Homem sedutor...

Que homem é esse que num simples toque,
Faz minha pele arrepiar.
Quando seus lábios seguem por uma trilha...
Deixando minha pele molhada.
Roçando sua língua...
Direto ao meu desespero.
Que homem é esse...
Que preenche cada canto de minh'alma.
Que faz do meu tolo coração,
Como se fosse a ultima carícia do vento!
Que me seduz com palavras...
Que me olha com olhos de luxúria.
Que homem é esse...
Que arrepia a epiderme.
Que me faz perder os sentidos.
Que me faz abrir as portas da noite,
E num sussurro de tristeza gritar teu nome ao vento.
Que homem é esse que no silêncio da noite,
Desliza em meu corpo...
 Como seda molhada!
Angela Maria 24/02/2016

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Por amor...





Corri atrás das nuvens.
Cancelei todos os meus sonhos,
Esperei na porta...
Mesmo sabendo que não virias,
Continuei te esperando.
Por amor...
Rompi todas as barreiras do meu ser,
Espantei todas as sombras da  noite.
Rompi promessas com um olhar,
Rompi o portal dos sentidos...
Tudo por amor.
Incendiei os lençóis...
Em que nossos corpos se deitaram.
Me perdi entre as estrelas,
No veludo da noite...
Amei você.
Angela Maria 28/01/2016




Se você soubesse...
Como era etéreo o véu de seda,
Que naquela noite cobria meu corpo.
Tuas mãos feiticeiras,
Rasgando minhas vestes...
Exigindo meu corpo e minh'alma.
Sim...
Se você soubesse...
O quanto era difícil quebrar o silêncio,
Como o nevoeiro da madrugada.
Que  promessas de amor sem palavras,
Eram raridades como chuva no deserto.
Que os deuses não tinham palavras,
Quando entrelaçamos nossos corpos.
Com fios dourado do desejo!
AH! Se você soubesse...
Que podia apalpar toda tristeza,
Que se escondia em vestes de carmesim no peito!
Angela Maria 25/11/2015

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Carta de amor...

Que eu escrevi e não enviei.
Uma carta complexa,
Onde deixei nas linhas traçadas,o meu amor.
Deixei todos os momentos escritos,
Todos os nossos sorrisos,nossa arte de amar.
Escrevi e li cada palavra escrita...
Palavras que não tive coragem de te falar!
Tinha tanto dos nossos mistérios,
Nossos segredos estavam escritos,
Escondidos nas entrelinhas...
Uma simples carta de amor.
O farol que nos guiava para nossa cumplicidade,
Se apagou...
De repente...
Rasguei em mil pedaços minha carta,
Joguei ao vento.
Descansei meu rosto entre as mãos...
E chorei.
Sem saber qual o caminho a tomar,
Me senti embriagada no meu silêncio.
Na boca o gosto do teu beijo,
Na pele...O teu perfume.
Nas minhas retinas;o teu reflexo.
E nas minhas manhãs...
A ânsia de te amar!


Angela Maria 05/01/2016