quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sombras....


Que vagueiam perante meus olhos,
Sombras viajantes; Inquietas... Sorrateiras.
Que ficam pelos cantos da alcova,
Sensuais... Desmedidas.
Sombras que atormentam meus sonhos,
Flamejam corpos difusos nas paredes!
Sombras... Que morrem entre suspiros,
Que transpassam vidros das janelas...
Que andam pelas ruas, nas pontas dos pés.
Arquitetas silenciosas do teu olhar!
Sombras... Que se movimentam em despedidas,
Que se reclina em ardentes corpos...
Como sombras que ilumina minh’alma infinita!
São fugitivas; anseiam por amplidão,
São como pássaros...
Que pousam suavemente nos versos que componho.
São sonâmbulas... Vadias,
Que passam pelos becos, arrastando-se pelas paredes.
Escondendo-se entre ervas e musgos.
Esquecidas em tantas janelas.
Sombras da noite, do dia...
Que submergem a olhares,
Desafiam pesadelos,seguindo a rota da inquietude.
Ah!...Sombras prisioneiras de ansiedades!
By Angela Maria 05/10/07

Rastro de estrelas....


Percorri entre as estrelas...
Nas tempestades tropicais dos meus sonhos,
Tropecei nos meus anseios.
Minhas palavras fugiram para se esconderem em cabanas,
Onde cada palavra rodopiava entre meus dedos!
Meus versos são Omo flores frescas; colhidas em todas as manhas.
Em cada silaba solta, traço sonhos... Com amores.
Deixo estilhaçar todos os espelhos...
Sem cortar a pele.
Então fecho os olhos...
Porque tua alma dá sentido aos meus versos!
Rastros de estrelas... São como balas traçantes,
Milhares de vezes cortando a noite.
Em tão busco estrelas que habitam a palavra exata,
Sob mil sóis mergulho em ondas bravias...
Procurando mil luas,
Então me perco no silencio de todas as estrelas.
Quando eu sussurro ao teu ouvido...
Palavras com sabor de groselha,
Beijo tua boca... Num beijo mais doce...
Na lua de todos os aromas!
Angela Maria 18/09/07