
Que vagueiam perante meus olhos,
Sombras viajantes; Inquietas... Sorrateiras.
Que ficam pelos cantos da alcova,
Sensuais... Desmedidas.
Sombras que atormentam meus sonhos,
Flamejam corpos difusos nas paredes!
Sombras... Que morrem entre suspiros,
Que transpassam vidros das janelas...
Que andam pelas ruas, nas pontas dos pés.
Arquitetas silenciosas do teu olhar!
Sombras... Que se movimentam em despedidas,
Que se reclina em ardentes corpos...
Como sombras que ilumina minh’alma infinita!
São fugitivas; anseiam por amplidão,
São como pássaros...
Que pousam suavemente nos versos que componho.
São sonâmbulas... Vadias,
Que passam pelos becos, arrastando-se pelas paredes.
Escondendo-se entre ervas e musgos.
Esquecidas em tantas janelas.
Sombras da noite, do dia...
Que submergem a olhares,
Desafiam pesadelos,seguindo a rota da inquietude.
Ah!...Sombras prisioneiras de ansiedades!
By Angela Maria 05/10/07
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