terça-feira, 12 de abril de 2011

No palco do meu quarto...


Sou poeta... Sou Medo...
Sou teus gemidos.
Sou água de correnteza,
Sou certeza; sou mulher.
Dispo-me... Calo-me...
Porque a minha única certeza,
Sou teu silêncio sem coreografia!
Tenho os lençóis revirados; molhados,
Porque sigilosamente busco teus toques.
Nossos olhares são compartilhados,
Os aplausos... Teu sorriso.
Faço-te um convite então...
Para saborear outro beijo,
Que dos meus lábios aflorou...
Vem... Enquanto a noite está adormecida,
E os lençóis da cama revoltos.
Sinto teus passos no meu quarto...
Tuas mãos por caminhos que já conheces,
Percorrendo as rimas do meu corpo!
Então... Beijo-te em milhões de beijos
Chamando-te...
Enquanto a noite está adormecida!
Angela Maria 11/04/11

Eu vi os olhos da noite...


Espreitando meus sonhos,
Querendo meu corpo tocar!
Eu me curvei à solidão,
Não queria, mas suspirar por ti.
Nem me embriagar-me pelo teu perfume.
E no escuro do infinito...
Não esquecerei jamais do teu sorriso!
Um pranto rolou de minha face,
Um pranto de amor; de desilusão.
Desses meus versos tristes,
Nem vou a busca de outro querer...
Porque a saudade já me fez descrente.
Nos jardins das minhas manhãs,
Onde os espinhos teceram grinalda...
Para coroar meus sonhos.
Quando vi os olhos tristes da noite,
Vi um sorriso de tamanha ironia...
Que eu não saberia explicar,
Mas juro... Por todos os Deuses...
Que um dia deixo de te amar!
Angela Maria 11/04;11