quinta-feira, 17 de março de 2016

Perfídia...   

Tirei todas as roupas das gavetas, 
Nas roupas o cheiro do pecado!
 Sentindo o gosto da vergonha, 
Lambuzei-me de orvalho de todos os egoísmos. 
Traí meus sentimentos. 
Afoguei todas perfídias num copo cheio de dor! 
Encobri abismos de hipocrisia,
 Vaguei pelo mundo das maledicências. 
No mundo de cortesia; sucumbi ao êxtase do amor! 
Lapidei palavras que nem dissestes, 
Conheci teus gritos abafados; horas desperdiçadas, 
Tuas tramas... Mentiras...Tua melancolia. 
Teu caminhar em saltos altos.
 Na sombra tu caminhas com passos largos,
 Machucando corações desapercebidos. 
Quarenta graus sobre o asfalto! 
Teu beijo...Tem gosto de fel. 
Escondida no manto de um juramento,
 Perfídia...De todas as palavras,
 Lágrimas de mentiras que são derramadas. 
Mulher bonita...Perfumada...Astuta, 
Que definha toda a esperança! 
Mãos ardilosas com lágrimas insanas. 
Confessa falsos amores; atende por senhora,
 Lança a pena sóbria; fantasiada com adornos.
 Vestida sempre com altivez... 
Num simples contraste ao fino caráter, 
Não resistindo ao próprio impulso da paixão! 
Angela Maria 2015

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