Brotava a semente rasteiras no atrito das mãos.
O sol que aquece as entranhas,
Nos intervalos de saudades antecipadas.
Hoje... Caminham pelo asfalto,
Matando o silêncio verde...
Apunhalando o peito,
Secando o leite no seio!
A lagrima que hoje aduba a terra,
Mata a flor celeste!
Caminha a morte...
Antecipada pela mão dos homens,
Ceifando os sonhos nascidos da terra.
Escorre do ventre a dor,
Interrompendo a gestação do amor!
Terra... Chama-se vida,
Que chora em silêncio...
Derramando lagrimas oculta.
Que germina no ventre doloroso...
A dor do mundo!
Oh! Que doloroso pesar,
Ver o sangue das arvores escorrer...
Marcadas pelos machados,
Manchando a terra como sangue menstrual!
Caídas... Amarguradas e mortas,
Sem defesas... Deixando nossos tesouros...
Sem o beijo dos pássaros!
Deixando imensos espaços vazios...
Somos filhos do chão, de conchas e corais.
E quando a terra estremece...
Deixa escorrer salivas aquecidas, fumegantes.
E hoje...
Sofre com a ingratidão dos filhos.
Envergonhada... Ela chora...
Escondida entre o olhar das estrelas!
By Angela Maria 10/8/7
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