sexta-feira, 3 de agosto de 2007

No ventre da Terra....

Brotava a semente rasteiras no atrito das mãos.

O sol que aquece as entranhas,

Nos intervalos de saudades antecipadas.

Hoje... Caminham pelo asfalto,

Matando o silêncio verde...

Apunhalando o peito,

Secando o leite no seio!

A lagrima que hoje aduba a terra,

Mata a flor celeste!

Caminha a morte...

Antecipada pela mão dos homens,

Ceifando os sonhos nascidos da terra.

Escorre do ventre a dor,

Interrompendo a gestação do amor!

Terra... Chama-se vida,

Que chora em silêncio...

Derramando lagrimas oculta.

Que germina no ventre doloroso...

A dor do mundo!

Oh! Que doloroso pesar,

Ver o sangue das arvores escorrer...

Marcadas pelos machados,

Manchando a terra como sangue menstrual!

Caídas... Amarguradas e mortas,

Sem defesas... Deixando nossos tesouros...

Sem o beijo dos pássaros!

Deixando imensos espaços vazios...

Somos filhos do chão, de conchas e corais.

E quando a terra estremece...

Deixa escorrer salivas aquecidas, fumegantes.

E hoje...

Sofre com a ingratidão dos filhos.

Envergonhada... Ela chora...

Escondida entre o olhar das estrelas!

By Angela Maria 10/8/7


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