quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Um rato...Que virou meu gato...


Não precisei de luvas pra te tocar.
Mesmo que sejam inquietas criaturas,
Transeuntes; chamados ratos de rua.
Porque rato é esperto; roem os vencidos!
Deslizam pelas sombras; forjando ninhos.

São tantos e multiplicados,
Que chegam a sonhar com pão fresquinho!
Só come queijo quando está aflito!
Ratos...Não reclamam; nem acusam,
Apenas observa...A lua aquecendo as sombras.

E a gata que pousou os olhos espertos no rato,
Não precisou de ratoeira.
No canto esquerdo da tela...
Olhos trincados; boca difusa...Boca confusa.
Num gesto atrevido...Saiu de baixo da cama,
Prendeu o rato no canto da boca!

Vivo e bem disposto; podendo ser um rato urbano,
Primeiro veio o gesto; depois se tornou palpável.
O pelo do rato e da gata... Eriçados.

E a gata?
Continua a lambiscar o rato.
Esse ratinho tão esperto...
Deixou-me um recado...
Que morte gloriosa...
Morrer na boca de uma gata! hic hic hic

Pra você meu rato lindo.
ByAngela Maria

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