sexta-feira, 3 de agosto de 2007

A boca fria da noite...


Que anda nas sombras,
Torna-se amargo e acuados os sonhos.
Tentamos calar nossos gritos,
Em rumos certos e incertos.
Na cumplicidade da noite beijei tua boca.
Tomei um porre de beijos...
Teci sonhos no linho das madrugadas.
No bàlsamo que eram teus beijos!
Na boca fria da noite...
Vencido o vento tocou minh`alma.
Nos teus olhos a ironia; nos meus o cansaço!
Levante;rasgue a cortina dos teus olhos,
De todas palavras lançada ao vento...
Sopra meu coração junto ao teu.
Vindo como avalanches; como sonhos solenes,
O frio vem com a noite...
Sangrando minha boca cansada!
Com palavras lançadas ao vento,
Li no livro das mágoas...
Em vendavais dispersos.
Os sonhos que aterrisam em convulsiva tristeza,
Oh! Doce alma de dor e sofrimento!
Caem dentro da boca fria da noite.
Demente de tanto amor; ocultando suas lágrimas.
Minh`alma princesa em desalento,
Se enfeita de musgo...
Atormentada...Presa a um rochedo!

By Angela Maria

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